Tudo sobre as Tintas para Tatuagens

A tatuagem é uma prática cada vez mais frequente. Muitas vezes, por falta de conhecimento, a pessoa se expõe a riscos. Na teoria, o pigmento das tintas de tatuagem não deveria entrar em contato com o sangue, mas é praticamente impossível isso não ocorrer. Os valores das concentrações de metais encontrados são relativamente altos, podendo haver alguma complicação no organismo.

Essas dermopigmentações são feitas, geralmente, sem que o tatuado conheça os procedimentos corretos e a composição da tinta que será fixada no corpo. Há uma grande concentração de metais pesados nas tintas de tatuagem que podem acarretar consequências graves se em contato com a corrente sanguínea. No caso do chumbo, a alta concentração pode causar efeitos nocivos aos rins, à medula óssea e ao sistema nervoso. A alta concentração de cádmio pode ocasionar hipertensão, anemia, edema pulmonar, hiperatividade e uma diminuição da produção de anticorpos. O excesso de platina pode causar neufrotoxicidade (efeito venenoso) e, no caso do níquel, dermatite, bronquite e até câncer de pulmão.

A fabricação dos pigmentos para tatuagem deve seguir normas rígidas de biossegurança e apresentar pigmentos dispersos e homogêneos, que garantam alto rendimento no processo da tatuagem, que permitam uma fácil aplicação e cicatrização rápida, disponibilizando cores vivas e brilhantes. Os pigmentos devem vir sempre esterilizados e lacrados com selo de segurança.

As tintas para tatuagens são formadas por bases iguais, ou seja, menos cores disponíveis, mas que podem ser misturadas para a criação de cores secundárias; e por bases diferentes, onde se deve ter muita atenção às misturas, para evitar incompatibilidade e alteração de tonalidade com o passar do tempo. Muitos tatuadores iniciantes optam por comprar kits de tintas com todas as cores necessárias para a criação de cores secundárias, optando por uma linha de tintas de uma empresa de confiança.

A fim de evitar rejeições e alergias, são utilizadas bases de álcool, água destilada e algumas doses de glicerina para que a tinta fique encorpada. Mas isso não é suficiente para garantir 100% de segurança. Por não haver regulamentação, o fabricante não costuma divulgar as substâncias presentes. É dever do tatuador saber se o cliente é alérgico a algumas delas ou às pigmentações. A tinta vermelha, por exemplo, tem o maior índice de alergia em tatuados, cujos sintomas são coceira, vermelhidão e inchaço do local tatuado. O ideal é que, antes de se tatuar, a pessoa consulte um dermatologista.